crise


Recentemente recebi de uma amiga (a Sandra Bertoldi, que trabalha na mesma empresa mas em Michigan) a dica de que um depoimento que eu escrevi a respeito de ser expatriado e sobre morar fora do Brasil. Resolvi compartilhar aqui já que não estou com tempo para escrever. Este texto já estava pronto, então aguentem…

Eu já tinha trabalhado fora do Brasil por duas vezes, incluindo nos USA, logo a experiência não foi totalmente inédita. A diferença foi que estávamos no meio da pior crise desde a recessão de 1929, o que dificultou ainda mais a situação de abrir um novo escritório comercial de uma companhia brasileira no mercado americano. Até pouco tempo atrás o Brasil não tinha muita representatividade fora do país na área de TI. Isto vem mudando aos poucos, sendo que a Stefanini foi uma das pioneiras neste campo, mas mesmo assim acredito que o mercado externo para as empresas brasileiras de tecnologia sempre foi e continua difícil. Competimos com grandes empresas locais e com diversas multinacionais vindas de países mais estabelecidos na arena do outsourcing, como a Índia por exemplo, e por isso temos batalhas para vencer diariamente. Com a compra da Tech Team, acho que a nossa posição aqui nos USA melhora muito, tanto em termos de escala quanto de reconhecimento da marca pelos clientes.

O mercado de trabalho americano também é bastante diferente do brasileiro, coisa que as pessoas que tem intenção de fazer uma carreira fora tem que levar em consideração. Quanto mais rápido se adaptar, mais rapidamente vai ser produtivo e feliz no trabalho. Algumas dicas:

  • pontualidade é fundamental (seja pelo telefone ou email) – quando se comprometer com algo, cumpra tanto com o prazo quanto com o conteúdo
  • o americano não é dado a happy hours, almoço de negócios, eventos como o brasileiro. Eles prezam mais a família, o tempo pessoal de cada um, do que sair com clientes ou fornecedores de serviços fora do horário de trabalho
  • se for trazer a família, tente antes vir de férias. Não é todo mundo que se acostuma
  • invista em comunicação… tenha um telefone VoIP para falar com a família à vontade, Globo Internacional para não perder contato com o Brasil, coisas que ajudam a diminuir distancias
  • quanto melhor for seu inglês, mais chances vai ter de fazer uma carreira internacional. Não economize neste ponto se este é o seu objetivo!

As oportunidades por aqui continuam grandes, talvez até maiores do que nos tempos de prosperidade, já que nestes as vendas das empresas normalmente camuflam os desperdícios que eventualmente estejam sendo gerados nas áreas de suporte, como tecnologia por exemplo. No momento atual, qualquer redução de custos aparece imediatamente no “bottom line” das empresas, e isto é muito bem vindo. É nos tempos de crise que normalmente as empresas conseguem arrumar a casa para, ao voltar o crescimento, estarem preparadas para conquistar os mercados. E tudo indica que o mercado americano vai aos poucos se reerguendo.

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Acabei de comprar 1500 ações do meu antigo empregador (o Citibank). Ai que meda…

Pior do que está não vai ficar, e o Obama está realmente disposto a não deixar os bancos afundarem, diferentemente das montadoras. Minhas pesquisas (e meu pensamento positivo) diz que em um mês a ação dobra. Não seria nada mau, já que meus investimentos recentes tem sido desastrosos (vide a plantação de feijão)… Eu ia colocar um acento circunflexo neste TÊM por ser plural, mas se bem me lembro da recente mudança no Português, não existe mais este acento diferencial.

Aliás que bagunça. Eu pensava que era coisa de velho não acompanhar as mudanças na grafia, mas acho que desta última só vou conseguir absorver um pouco.