O texto que vou publicar abaixo foi escrito em 2008. Não mexi em nada. Interessante ver como algumas coisas que eu “previ” na época aconteceram, e aconteceram muito rapidamente. Comentários seriam muito bem vindos!

Convergence refers to the power of digital media to combine voice, video, data,
text and money in new applications, devices and networks.” – University of Syracuse Center for Convergence.

Can you still picture yourself going to a library to find information about any given subject? Maybe coming to work in the morning and sitting at your desk without a PC? How about your life – personal or professional – without e-mail, digital pictures, and a cell phone?

The answer to all those questions is probably “no” – such were the changes brought to our daily routine by the advent of computers and the Internet. The only problem seemed to be that all that information – and the power it brings us – used to be confined by the hardware it resided on, or by the medium in which it traveled to finally reach us, the users.

Recently this paradigm started to change. Processes and tools were created and others are under development in order to change the way by which information becomes digitized and delivered via the global network currently known as Internet, both to other software applications and to mechanical devices such as your TV set. This set of tools and processes, and the resulting information delivery, is what we refer to as Digital Convergence.

Internet and the future of television

Have you ever wondered if you would ever be able to really choose what is on TV? Not on pay-per-view, but rather watching whatever you want, whenever you want it, and not having to pay for it? Being your own TV programmer, no cost, no rules? That might be closer than you expect. Apple has just released Apple TV in the United States, a set top device that lets you play whatever is on your computer (digital media) on your TV set. As they put it, the TV is the center of your entertainment life, and the computer is the center of your digital life. Why not join the two? Granted, the gadget still has the limitation of only being able to buy films and TV series at iTunes, but it is a leap forward. Plus, it brings together many of the concepts that will be standard from now on, such as seamless Wi-Fi connectivity and integration between devices that didn’t connect in earlier times. Other companies are working on similar solutions, such as Microsoft and Sony. This leads us to think of a time when you will use your PC to access your favorite TV station site, click away at things you want to watch and they will come, via super wideband connections, right to your widescreen TV. Your TV set will turn into a high definition, large size monitor.

The computer in turn will be a video library, storing thousands of movies, YouTube independent videos, ads, newscasts. These could be tailored to meet your specific interests, giving more attention and coverage depth to those topics. This convergence, in particular, can include online, real time movie sales and rental services, meaning that one day the DVD rental store will be in danger of going out of business.

Cable, broadband and more

Cable operators started a while ago to include broadband Internet access in their offerings, and – more recently – telephone service to complete the package. This is another example of the move towards convergence, since former providers of one type of communication have begun joining forces with other parties in order to improve service offerings. Carriers are becoming “Quad Play” to improve their earnings per customer (if you are a single-play company, you just provide landline service. Add cell phone coverage, and you become a double play. Add Internet service and TV, and you are a quad play). The possibility of full convergence is becoming closer, with all the features described previously in this article and more. The underlying meaning of this is simple: companies that do not evolve into multiple combined offerings will find it difficult to survive in the 21st century.

On the user side, advantages are multiple: fewer bills to track, better prices for service packages and value-added services.

Cell phones, Internet and payments

Money is still the force that drives the world, and as security issues become more of a challenge, the less of it you carry around (physically, that is) the better. That is why many banks are collaborating with cellular carriers in order to deploy applications to move money from bank accounts via a cell phone. This will make it possible to buy a soda from a vending machine just by sending an SMS to a specific number, for instance. Another feature – already fully functional – is the operation of your home banking system from special mobile-designed portals. Banco do Brasil – Brazil’s largest financial institution – reports 340,000 of its clients regularly use this service, performing an estimated 2 million transactions per month – bill payment, fund transfers, balance inquiries, messaging. Talks are under way with Visa that will allow clients to use the cell phone just as they would a credit or debit card, but in a safer way.

Take other services that are available for some cell phone users: GrandCentral, recently bought by Google, that makes all your phones ring at once so that people do not have to hunt you down trying all of your phone numbers; SimulScribe, which turns your cell phone voicemail messages into text that arrives on your phone or to your e-mail Inbox. All these are a few glimpses of the future of digital convergence.

Why it is going to happen.

The reasons why we see convergence coming of age are threefold. First, zeroes and ones (bits and bytes making up digital media) are much cheaper than real CDs, DVDs, books, dollar banknotes or letters. Second, because the quality of digitally stored and transmitted information is superior to any physical means we know today; and third, because high speed bandwidth is becoming a commodity, and soon will be available wirelessly all over the world, for a very low cost – if at any cost at all.

Could it be possible that we will look back to the early 21st century as a turning point, just as the Renaissance was in the 15th, or the Industrial Revolution on the 18th? We just have to wait (not for long, judging by the speed with which things are moving) and see.






Faz tempo que não encontro o momento certo de postar novamente. Finalmente, com a inspiração de ter um tempinho livre (claro, depois de trabalhar das 4 da tarde às 4 da manhã, por causa do fuso horário), e determinado a não deixar passar o momento único que acontece quando eu entro em contato com um novo país, uma nova cultura, um novo continente, aqui vai. Primeiras impressões de Manila, Filipinas (ou Pilipina, como é o nome oficial do país em tagalog – uma interessante e sonora mistura de espanhol, malaio, inglês e outras línguas faladas na Asia). Nota: na verdade mudaram o nome da língua para Filipino mas como acontece com tanta coisa no Brasil, “não pegou”.


O meio de transporte mais usado em Manila é também o mais pitoresco – o Jeepney

Esta inclusão de espanhol entre as línguas que enriqueceram o tagalog ao longo dos séculos faz com que a gente entenda coisas que não deveríamos. Ontem por exemplo, no táxi, ouvi em meio a uma enxurrada de pa-po-tal-bla-gu-yoy (já deu para entender que a língua parece composta somente de onomatopeias) quando o locutor disse as horas: “Tres doce”… OK. Esse eu entendi! No elevador, uma senhora disse “yo pa tay PROBLEMA”… OK. Mais uma. Cartaz pregado na parede de uma casa de Malate – “Anang Para Senador”…Em 5 anos estou falando tagalog como um nativo!

Como essa é só a primeira impressão (estou aqui há dois dias e meio), vamos fazer uma listinha de obervações que pude coletar neste tempinho?

1} Nomes pitorescos encontrados em apenas dois dias:

  • Eduardson (Eduardson Ortegson? Não, mas quase…)

Para quem é fã do Sex Pistols…

  • Michael Yecson (para quem fala espanhol fica fácil de entender… “Yecson” = Jackson – bastante criativo!)
  • Ramoncito (esse já nasceu predestinado a ser baixinho)
  • Queen Dantess (Dantess ou Durantess? e Queen lá é nome?)
  • Ram-Ram Diones (vale por dois)
  • Romualdo (nada inovador no Nordeste brasileiro, mas não é curioso que exista aqui?)

E o melhor deles na foto ao lado…

2} O povo filipino é sorridente. Muito sorridente. Sorridente quase que demais. Todo mundo que você encontra sorri antes de falar qualquer coisa. Ainda não encontrei alguém com cara fechada. Faz parte da cultura deles. O serviço então, é quase de irritar. Saímos ontem do restaurante e não só nosso garçom mas todos os outros, do caixa até o guarda de segurança na porta disseram “Thank you!”, “Come again!”, “thank you, boss!” (eles adoram chamar a gente, gringos, de boss. Deve ser herança colonialista misturada com uma pitada de complexo de inferioridade, sei lá).

3} Coisas típicas de país subdesenvolvido (ou seja, que se vê no Brasil, mas não se vê na Europa, Estados Unidos, etc): cachorro de rua, criança de rua. Ambas me cortam o coração. E aqui tem um pouco (até agora ao menos vi uma criança, alguns cachorros, um filhote de gato com alguns meses no aeroporto – o que foi o mais surpreendente para mim). Ahh… tem também vendedores nos sinais, aqueles que vendem os últimos brinquedinhos para crianças made in China, flores para o Valentines Day, chocolates, etc.

4} Uma loja de veículos. Nada demais, certo? Bom, essa era especializada em ambulâncias e caminhões de bombeiro: havia uns 6 ou 7 caminhões, com escadas e tudo; eu olhei e achei que era uma guarnição do Corpo de Bombeiros, mas não era. Assume-se que o poder público aqui deve ser bastante ausente, levando cidades, empresas e sei lá mais quem a comprar os próprios caminhões e ambulâncias por conta…

5} Falando em poder público. Todos os hotéis, shoppings, prédios comerciais tem não só guardas (a maioria armados de 9mm para cima) como detetores de metal nas portas. Não dá para entender muito bem, o país parece bem pacífico. Houve uma explosão em um shopping há anos atrás, nunca confirmada como atentado (há uma boa possibilidade, eu diria maior do que a do atentado, de ter sido causada por uma explosão de gás à-la Copacabana ou Ipanema). Desde então, a segurança virou isso que é meio estranho até para nós, acostumados com a ditadura dos condomínios fechados.

6} E por último, pois chega de informação no primeiro post: o aeroporto de Manila é mais bem preparado que Cumbica. Tem 8 esteiras de bagagem no terminal que eu desembarquei, contra aquelas duas míseras fontes de insatisfação e demora em Guarulhos; o pessoal da imigração é realmente da imigração, não atendentes terceirizadas e descompromissadas como no Brasil (nunca entendi como um país deixa suas fronteiras a cargo de terceiros, sem patente militar ou mesmo compromisso com o próprio governo); o ar condicionado funciona; e acima de tudo, demorei uns 3 minutos para passar pela imigração. Isso porque sou estrangeiro.

É frustrante ver um país muito menor que o Brasil, mais pobre, ser mais preparado para receber turistas e negócios. Mais que isso, as tomadas no hotel sao iguais às americanas, e funcionam também com plugs europeus (eu simplesmente adorei a idéia do Brasil criar um padrao unico, patético, que só existe lá). Os reataurante servem água de graça, como nos Estados Unidos. Os táxis custam uma bagatela (meia hora, no trânsito, gastei 3 dólares com gorgeta) – mas a gasolina custa o mesmo que no Brasil, como um dólar e 60 cents por litro. Por quê? Realmente não dá para entender…

Uma vista da bahia de Manila, e parte de downtown

Uma vista da bahia de Manila, e parte de downtown

Recentemente recebi de uma amiga (a Sandra Bertoldi, que trabalha na mesma empresa mas em Michigan) a dica de que um depoimento que eu escrevi a respeito de ser expatriado e sobre morar fora do Brasil. Resolvi compartilhar aqui já que não estou com tempo para escrever. Este texto já estava pronto, então aguentem…

Eu já tinha trabalhado fora do Brasil por duas vezes, incluindo nos USA, logo a experiência não foi totalmente inédita. A diferença foi que estávamos no meio da pior crise desde a recessão de 1929, o que dificultou ainda mais a situação de abrir um novo escritório comercial de uma companhia brasileira no mercado americano. Até pouco tempo atrás o Brasil não tinha muita representatividade fora do país na área de TI. Isto vem mudando aos poucos, sendo que a Stefanini foi uma das pioneiras neste campo, mas mesmo assim acredito que o mercado externo para as empresas brasileiras de tecnologia sempre foi e continua difícil. Competimos com grandes empresas locais e com diversas multinacionais vindas de países mais estabelecidos na arena do outsourcing, como a Índia por exemplo, e por isso temos batalhas para vencer diariamente. Com a compra da Tech Team, acho que a nossa posição aqui nos USA melhora muito, tanto em termos de escala quanto de reconhecimento da marca pelos clientes.

O mercado de trabalho americano também é bastante diferente do brasileiro, coisa que as pessoas que tem intenção de fazer uma carreira fora tem que levar em consideração. Quanto mais rápido se adaptar, mais rapidamente vai ser produtivo e feliz no trabalho. Algumas dicas:

  • pontualidade é fundamental (seja pelo telefone ou email) – quando se comprometer com algo, cumpra tanto com o prazo quanto com o conteúdo
  • o americano não é dado a happy hours, almoço de negócios, eventos como o brasileiro. Eles prezam mais a família, o tempo pessoal de cada um, do que sair com clientes ou fornecedores de serviços fora do horário de trabalho
  • se for trazer a família, tente antes vir de férias. Não é todo mundo que se acostuma
  • invista em comunicação… tenha um telefone VoIP para falar com a família à vontade, Globo Internacional para não perder contato com o Brasil, coisas que ajudam a diminuir distancias
  • quanto melhor for seu inglês, mais chances vai ter de fazer uma carreira internacional. Não economize neste ponto se este é o seu objetivo!

As oportunidades por aqui continuam grandes, talvez até maiores do que nos tempos de prosperidade, já que nestes as vendas das empresas normalmente camuflam os desperdícios que eventualmente estejam sendo gerados nas áreas de suporte, como tecnologia por exemplo. No momento atual, qualquer redução de custos aparece imediatamente no “bottom line” das empresas, e isto é muito bem vindo. É nos tempos de crise que normalmente as empresas conseguem arrumar a casa para, ao voltar o crescimento, estarem preparadas para conquistar os mercados. E tudo indica que o mercado americano vai aos poucos se reerguendo.

Fala-se sempre, em todos os meios, desde que mundo é mundo – ou ao menos desde que o conhecemos como tal – que o tempo não perdoa ninguém, e passa muito rápido. Não sei se concordo totalmente com isso, principalmente depois de ter me tornado pai. O trabalho que esse pequeno dá não é pouco, e isso porque ele até que é uma criança tranquila; mas discordo sempre de quem pontifica “Você vai ver como passa rápido… daqui a pouco ele está na faculdade!”.

Não acho não. Acho que chegaremos lá devagar.

O meu amor por ele é grande, enorme, quase doloroso como todo amor verdadeiro, mas não é imune aos dias em que chego em casa cansado e ao invés de um sorriso e um abraço, ganho um “No talking!” – que é uma das maneiras que ele usa para mostrar que também está cansado e talvez inconformado com alguma injustiça no pre-K (a escolinha que ele frequenta todos os dias). Um parenteses. Ele nao fala mais “No talking!”. Comecei este post há meses e ele já mudou. Agora o que ele faz quando não está a fim de falar é simplesmente continuar fixado no Wii e nao olhar pra mim. O que é raro, diga-se de passagem. Normalmente ele diz “Hello Dad!” com uma certa alegria.

Em outros momentos, não posso deixar de lembrar de como eu não queria ter filhos, e como ele me mudou para melhor como ser humano; como eu me enterneço e me orgulho de ver que ele realmente fala duas línguas; que acho o máximo ver que ele tem uma pronúncia perfeita em inglês, o que não é nada demais para quem está crescendo aqui, mas que não deixa de ser bonitinho; que quando ele me fala “Dad… today do they have escolinha?” eu dou risada sozinho ou acompanhado.

Chegaremos lá. Nao será tão rápido, mas chegaremos lá.

Ontem estive no mercado (Lincolnwood Produce) que a gente chama de “mexicano” mas que na verdade é russo, ou polonês, sei lá, mas que de qualquer maneira tem a melhor variedade de coisas interessantes e com preços baratos aqui perto de casa.

Como sempre exagerei um pouco e comprei montes de coisas boas para cozinhar. Como o dia hoje ficou chuvoso a maior parte do tempo, e frio, acabei cozinhando várias destas coisas. Na maior parte saladas; baixou um espírito vegetariano em mim hoje…

Tabule feito com quinoa ao invés de trigo

Parece um tabule? e é, de certa forma

A primeira coisa que fiz foi uma salada de quinoa (idéia original da nossa amiga Rosa Cline). Já tínhamos comido na casa dela que aliás fica em Lincolnwood, bem perto do já citado mercado. Deveria postar uma receita aqui, mas é super fácil – esta tem a quinoa cozida, cebola ralada, tomate sem sementes, pepino, cebolinha e salsa, temperados com vinagre, azeite, sal e pimenta do reino.

Tirando-se o fato de que a quinoa tem tantas propriedades que a gente acha que só comendo um pouco vai se livrar de tudo que é mal, a coisa é muito saborosa quando temperada assim. É melhor que tabule original.

Outra coisa que me deu vontade de fazer e acabei fazendo é a famosa beterraba da Tia Gilda. Não é nada mais que cubinhos de beterraba cozida temperada com azeite, vinagre, sal e um pouquinho de cebola. E o melhor disso é que com um dia ou dois de geladeira, ficará melhor ainda! Uma delícia.

Picture by Sileide Souza

A deliciosa beterrda que a tia Gilda sempre faz pra mim...

No meio dessa cozinhança, me veio uma idéia: por que não começar a colocar no blog, já que eu não tenho tido tempo de escrever nada mesmo, essas experiências culinárias? E a Si poderia se especializar em fotografar comidas… daí este post. Por incrível que pareça, o último texto que eu estava preparando era no princípio da primavera de 2010 – sim, meus caros, um ano atrás. E mesmo assim este post nunca viu a luz do sol… Mas isso é assunto para outra ocasião.

A última coisa que fiz, no campo dos vegetais, foi um molho Romesco, que eu aprendi hoje mesmo que é da região de Tarragona, na Espanha (ou melhor, na Catalunya…). Esta receita eu tirei de um site em que venho aprendendo algumas comidas novas há tempos, SimplyRecipes.com (link para a receita aqui). Ficou simplesmente uma delícia. É fácil de fazer, pelo menos aqui, onde se acha pimentão assado pronto para comprar em vidros de conserva, com aquele delicioso aroma de pimentões vermelhos que foram realmente assados na brasa… como e’ que se engarrafa um aroma?!?!

Isso, mais tomates, amêndoas torradas, pão, azeite, páprica e alho, além claro de sal, resultaram após passarem pelo processador e por 20 minutos de forno em assadeira rasa neste maravilhoso molho, que depois foi convenientemente colocado num vidro para ir para a geladeira (na verdade, o pouco que sobrou dele). Serve para comer com carnes, com massas, camarões, ou até com pão como se fosse um patê:

Molho romesco, espanhol

Molho romesco, serve para quase tudo!

No nosso caso, comemos com uma fraldinha grelhada apenas no sal, as saladas, pão sírio daquele bem fininho, que meu pai chamava de “pão boina”, e ninguém nem lembrou do arroz…

A gente se sente bem de certa maneira quando come uma refeição mais leve, com quase nada de gordura e feita rapidamente, e junto de quem a gente ama.

Próximo passo: PIZZAS para voltar à forma habitual?

This was published in October 2002 at humanistsofutah.org

I just got it from a friend and thought it was worth re-posting. So below is the literal transcription. Hope you have fun!

Dr. Laura Schlessinger is a radio personality who dispenses advice to people who call in to her radio show. Recently, she said that, as an observant Orthodox Jew, homosexuality is an abomination according to Leviticus 18:22 and cannot be condoned under any circumstance. The following is an open letter to Dr. Laura penned by a east coast resident, which was posted on the Internet. It’s funny, as well as informative:

Dear Dr. Laura:

Thank you for doing so much to educate people regarding God’s Law. I have learned a great deal from your show, and try to share that knowledge with as many people as I can. When someone tries to defend the homosexual lifestyle, for example, I simply remind them that Leviticus 18:22 clearly states it to be an abomination. End of debate. I do need some advice from you, however, regarding some of the other specific laws and how to follow them:

1)  When I burn a bull on the altar as a sacrifice, I know it creates a pleasing odor for the Lord – Lev.1:9. The problem is my neighbors. They claim the odor is not pleasing to them. Should I smite them?

2) I would like to sell my daughter into slavery, as sanctioned in Exodus 21:7. In this day and age, what do you think would be a fair price for her?

3) I know that I am allowed no contact with a woman while she is in her period of menstrual uncleanliness – Lev.15:19- 24. The problem is, how do I tell? I have tried asking, but most women take offense.

4) Lev. 25:44 states that I may indeed possess slaves, both male and female, provided they are purchased from neighboring nations. A friend of mine claims that this applies to Mexicans, but not Canadians. Can you clarify? Why can’t I own Canadians?

5) I have a neighbor who insists on working on the Sabbath. Exodus 35:2 clearly states he should be put to death. Am I morally obligated to kill him myself?

6) A friend of mine feels that even though eating shellfish is an abomination – Lev. 11:10, it is a lesser abomination than homosexuality. I don’t agree. Can you settle this?

7) Lev. 21:20 states that I may not approach the altar of God if I have a defect in my sight. I have to admit that I wear reading glasses. Does my vision have to be 20/20, or is there some wiggle room here?

8) Most of my male friends get their hair trimmed, including the hair around their temples, even though this is expressly forbidden by Lev. 19:27. How should they die?

9) I know from Lev. 11:6-8 that touching the skin of a dead pig makes me unclean, but may I still play football if I wear gloves?

10) My uncle has a farm. He violates Lev. 19:19 by planting two different crops in the same field, as does his wife by wearing garments made of two different kinds of thread (cotton/polyester blend). He also tends to curse and blaspheme a lot. Is it really necessary that we go to all the trouble of getting the whole town together to stone them? – Lev.24:10-16. Couldn’t we just burn them to death at a private family affair like we do with people who sleep with their in-laws? (Lev. 20:14)

I know you have studied these things extensively, so I am confident you can help. Thank you again for reminding us that God’s word is eternal and unchanging.

Sinto desapontá-los, mas não tem nada a ver com a série que – infelizmente – acabou neste ano após 15 temporadas. Tem a ver comigo mesmo, e minha turnê pela ER (emergency room) do Saint Francis Hospital, a 3 km de casa.

Fez um mês esta semana que levei um tremendo escorregão na escada que tem nos fundos do nosso apartamento e que desce para o quintal, a horta, as garagens e

por esta escada se vai longe...

por esta escada se vai longe...

para o “banheiro” da Didi.

Pois então, descia eu a escada mencionada, às 10:30 da noite de uma terça-feira chuvosa, quando levei o escorregão e bati com as costas no penúltimo degrau do primeiro andar, bem na frente da casa dos nossos vizinhos Debbie e Roger.

Imediatamente ele abriu a porta da cozinha e perguntou se eu estava bem… juro que não consegui abrir a boca para responder, tal a porrada que me deixou sem ar, e a dor que eu sentia nas costelas – igualzinha a de quando quebrei 6 no acidente de carro em 2004 (“atropelado” por um ônibus na Avenida Santo Amaro – ainda bem que eu estava dentro do meu carro, que por sinal “deu P.T.” na ocasião).

Acho que o acidente foi uma conjunção de fatores, muito como acontece com os acidentes aéreos: não são causados por apenas um fato isolado. Ou seja, os instrumentos falharam E o piloto achou que não era nada E estava uma tempestade E ainda por cima um urubu entrou na turbina. Foi mais ou menos assim, porque eu estava de havaiana E com os degraus de madeira molhados pela chuva E havia tomado vinho E carregava em uma das mãos uma lata de lixo com a reciclagem E na outra um saco de lixo propriamente dito E a Didi descia à minha frente com pressa para se aliviar. Embora minha querida Si insista em dizer que eu tinha é tomado umas taças a mais, eu acho que se qualquer destes elementos não estivesse presente, eu não teria caído.

O resultado foi este:

depois de 2 Vicodin, tudo fica melhor

depois de 2 Vicodin, tudo fica melhor

No dia seguinte, após ter levantado durante a noite para procurar um Advil e desmaiar na sala, liguei para o hospital e eles me intimaram a comparecer imediatamente, porque com quedas não se brinca. Fui, fiz um CAT Scan, um eletro, seis raios-X, exame de urina, tomei dois Vicodin (os preferidos do Dr. House) e, US$3.420 depois – pagos pelo seguro, claro – fui declarado como não digno de uma estada no hospital, e portador de apenas uma concussão nas costelas e não uma fratura como eu imaginava.

Ganhei uma receita para Vicodin por 20 dias (que tomei religiosamente, à noite, para poder dormir, acompanhado de uma taça de vinho para desafiar a bula), uma folga não intencional nas minhas pedaladas para o trabalho e um recém-adquirido cuidado ao descer as escadas quando levemente embriagado e/ou com degraus molhados e/ou carregando peso, etc etc etc…

para a posteridade

para a posteridade